ISMAEL AQUILES
SALINAS
Onde, em qual ponto do espaço
conhecido, supõe-se que se encontra a
Estrela Flamejante? Em qual constelação? obvio que esta estrela não se encontra
em lugar nenhum do firmamento registrado pela astronomia e suas disciplinas
cientificas de sustentação, também não na astrologia, campo da geografia
zodiacal, onde se auxiliam mutuamente, o cálculo matemático e a fantasia da
invenção, encontram-se rastros desta estrela flamejante.
Na literatura inicial da
antiguidade, perduram referências a este corpo sideral, ao que parece alguma
vez foi uma realidade viva, não um símbolo estático, um acessório de expressão
velada nas imponentes paredes dos templos pétreos, onde atuavam os hierofantes.
Onde então a procuraremos? Somente aparece no Oriente do templo maçom, como um
símbolo pertencente ao grau de Companheiro.
Que tipo de associação simbólica
podem ter o Companheiro e a Estrela? O Companheiro é um peregrino solitário,
que cruza a estepe gelada de sua
ignorância, somente com a longínquo esperança, da promessa de ver algum dia, o
fulgor da estrela flamejante, brilhando
timidamente no seu firmamento interior. O Companheiro saiu uma noite a
buscar a luz e achou um guia de sua estrela flamejante: e desde então não é
mais um símbolo senão sua própria realidade, seu próprio ser.
A Estrela é o Companheiro são um
só, uma unidade transcendental, a unidade do espírito.
Como apareceu a estrela
flamejante na constelação humana? Aparece na noite escura da cosmo gênese
quando o homem se individualiza e se converte em “homo sapiens”, abandonando o
tortuoso estado animal. A implantação da mente neste espantalho errante e o
desenvolvimento de sua capacidade pensante, possibilitam a descida da Estrela.
A escura habitação do homem se
ilumina e incorpora-se a cada giro da roda da evolução, colocando-se à frente
dos reinos inferiores, dos quais se faz responsável, porque deles provêm,
propondo não violar as leis que regem e seguram estes reinos, com os quais
convive e comparte em viva simbiose, o mesmo planeta.
Aqueles reinos da natureza, nos
quais se encontra o homem, estão
marcados por um mesmo e único destino, porque “tudo que existe, é , foi, ou
será homem”, desde um átomo até um homem.
Mais um dia infeliz como nas
dobras das grandes ficções o homem descobre que tem acompanhantes invisíveis,
que se escondem em sua própria natureza; e quase fica desesperado, mais os
identifica; um se chama “Desejo”, e o outro “Ignorância”.
Desta forma aprende a possuir
tudo aquilo que adquire e sem querer gera a ambição, que o empurra a possuir tudo que deseja, e ao mesmo tempo
engendra o mais horrível engenho do homem, sua mais bizarra máscara; a
escravidão.
Durante muito tempo este
espectro, submete a razão e a inteligência e sepulta nas trevas, a estrela
flamejante que o iluminava interiormente.
Desde então, esqueceu da
promessa de presidir a sorte e o destino dos reinos que estão sob sua custodia;
e este traidor esquecimento, trouxe seu devido castigo, e aquele companheiro
que procurava a luz, a perdeu no momento de acha-la, porque a Estrela
ofuscou-se e deixou de brilhar no seu sagrado âmbito interior.
A Estrela Flamejante é seu
espírito a marca do infinito, sua “alma vivente”, que hoje sobrevive como um
símbolo, no Oriente dos templos maçônicos, até que o homem novamente possa achar
a luz no seu próprio templo interior, para iluminar seu destino e o da
humanidade.
***********************************
Santa Maria, 16/X-2003. Tradução livre do Espanhol: KRISHNA
SALINAS.